17-08-2007
Justiça sem papel?
Recentemente,o ministro Cesar Asfor Rocha, corregedor nacional de justiça, declarou que, dentro de cinco anos, toda a Justiça brasileira deve usar o processo virtual. Alguns movimentos nesta direção já fazem parte da realidade de juízes, advogados e clientes, merecendo destaque o processo eletrônico dos juizados especiais federais. Por outro lado, o convívio com a rotina dos fóruns (instalações precárias, reduzido número de funcionários, filas para atendimento, milhares de processo empilhados, demora no cumprimento dos atos de movimentação processual) dificulta acreditar na previsão de uma justiça integralmente virtual em tão curto espaço de tempo. Se é verdade que hoje os advogados já podem monitorar o andamento do processo pela web (acessando notas de expediente, teor de despachos, decisões, termos de audiência), também deve ser considerado que a realização dos atos processuais estão consumindo mais tempo que outrora. De um lado, a tecnologia facilita a comunicação e abrevia algumas etapas do processo; de outro, infelizmente, emperra num conjunto de fatores de maior complexidade. É certo que, mais cedo ou mais tarde, chegaremos à Justiça sem papel. Será um grande desafio para a comunidade dos advogados, acostumada a compulsar volumosos processos, recheados de milhares de documentos, muitas vezes atrás da falta de um carimbo ou de uma assinatura, na insana missão de salvar a pele do cliente. Quem sabe não é o papel que emperra a Justiça?!!
criado por betocruz2008
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